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Triagem Auditiva Neonatal

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Submitted By anacosta39
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Triagem Auditiva Neonatal (TAN)

1. Introdução Atualmente, estima-se que 3 recém-nascidos a cada 1000 nascimentos sejam portadores de algum grau de deficiência auditiva (DA). Se considerarmos a população de recém-nascidos que permaneceu na UTI neonatal, os índices podem ser de 2-4%. Dentre as doenças passíveis de triagem ao nascimento, a deficiência auditiva apresenta alta prevalência (fenilcetonúria 1:10.000; hipotireoidismo 2,5:10.000; anemia falciforme 2:10.000; surdez 30:10.000). De acordo com o IBGE (censo 2000) a DA é a terceira maior deficiência declarada no Brasil, atrás somente da deficiência visual e motora. Em SP (capital) existem 429.824 pessoas com DA declaradas nos 96 distritos administrativos pesquisados, mas somente em 18 deles houve declaração de DA em menores de 2 anos, mostrando que há uma falta de identificação precoce da surdez mesmo na maior cidade do país. Grande parte das crianças com DA congênita são potencialmente identificáveis ao nascimento através da triagem auditiva neonatal. Entretanto, algumas perdas congênitas não se tornam evidentes até o fim da infância. Uma DA também pode ser adquirida por vários motivos durante a infância, através de doenças infecciosas (meningites, otites), trauma e drogas ototóxicas. Alguns achados de exame físico e história clínica podem indicar um potencial problema auditivo, incluindo anomalias do ouvido e de outras estruturas crânio-faciais (malformação do pavilhão auditivo ou CAE, fenda palatina, assimetria ou hipoplasia facial, microcefalia), eventos perinatais, e o atraso do desenvolvimento global e da linguagem. Apesar de os questionários e checklists serem úteis para identificar crianças com riscos de perda auditiva, cerca de somente 50% das crianças com perda auditivas são identificadas com o seu uso. O Joint Committe on Infant Hearing (JCIH) recomenda triagem universal de perda auditiva antes da alta hospitalar em neonatos com objetivo principal de intervenção precoce e prevenção de possíveis déficits que tal deficiência possa acarretar no desenvolvimento dessas pessoas. O sistema proposto pelo JCIH é composto de triagem neonatal na maternidade associado ao acompanhamento e diagnóstico para as crianças que necessitarem de assistência adicional, intervenção e habilitação para aqueles identificados como deficientes auditivos. O JCIH define a perda auditiva alvo para os programas de TAN como uma perda uni ou bilateral, condutiva ou neurossensorial, de 30-40 dB ou mais nas freqüências importantes para o reconhecimento da fala (aproximadamente 500-4000 Hz).

A falha na detecção de um distúrbio auditivo como definido anteriormente pode resultar em déficits na aquisição da linguagem, prejudicar a performance acadêmica e causar desajuste pessoal, social e dificuldade emocional. Tais déficits são notáveis tanto em crianças com perdas leves e moderadas quanto naquelas com perdas severas e profundas. Portanto, o diagnóstico e a intervenção precoces conferem melhores condições para o desenvolvimento emocional, social e da linguagem. Assim como o JCIH, o Comitê Brasileiro sobre Perdas Auditivas na Infância (CBPAI) recomenda a implantação da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU). Todas as crianças devem ser testadas ao nascimento ou no máximo até os 3 meses de idade e em caso de deficiência auditiva confirmada receber intervenção educacional até 6 meses. Portanto para garantir o acesso da maioria das crianças à intervenção precoce, o Comitê recomenda a opção de avaliá-las antes da alta da maternidade e, para os nascidos fora do hospital, a avaliação deverá ser feita no máximo até três meses de idade.

2. Justificativa para a detecção precoce A via auditiva do RN é provida de uma plasticidade neuronal que pode ser alterada a partir de variações na estimulação acústica. O sistema auditivo periférico (orelha externa, média e interna) é essencialmente desenvolvido ao nascimento, diferentemente do sistema auditivo central (nervo auditivo, vias auditivas periféricas e centrais). A entrada de sons no sistema auditivo periférico é crítica para a mielinização, crescimento axonal e rearranjos sinápticos de porções do sistema auditivo nervoso central, que ocorre até os dois anos de vida. Quanto maior a riqueza de estímulos, maior a riqueza de conexões entre a orelha interna e o córtex. Por isso, torna-se essencial a intervenção adequada nas crianças com distúrbios auditivos, com o objetivo de aproveitar a plasticidade cerebral, nos primeiros meses de vida. Os efeitos da DA podem ser observados no desenvolvimento global das crianças, mas as habilidades mais relacionadas à audição são as lingüísticas e as da fala. O período de recepção dos símbolos lingüísticos auditivos é um pré-requisito para a formulação da expressão verbal do adulto. O fracasso em identificar as crianças com perda auditiva resulta em diagnóstico e intervenção em idades muito tardias. No Brasil a idade média do diagnóstico varia em torno de 3 a 4 anos de idade, podendo levar até 2 anos para ser concluído. Tendo em vista que a audição normal é essencial para o desenvolvimento da fala e da linguagem oral nos primeiros seis meses de vida, é necessário identificar as crianças com perda auditiva antes dos três meses de idade e iniciar a intervenção até os seis meses.

Um estudo desenvolvido por Yoshinaga-Itano (1998) com crianças com DA congênita bilateral mostrou que crianças que tiveram o diagnóstico entre 0-6 meses mostraram uma melhor habilidade tanto na recepção quanto na expressão da linguagem do que o outro grupo com diagnóstico após os 6 meses de idade. Essa diferença manteve-se mesmo após excluídas outras variáveis históricas que se acreditava ter influência no desenvolvimento da linguagem das crianças com DA: sexo, nível sócio-econômico, raça, educação materna, grau de perda auditiva, modo de comunicação utilizada, presença ou não de outras deficiências (gráfico 1). Além disso, mostrou que não houve diferença significativa nos escores de linguagem entre os 4 subgrupos de crianças tardiamente identificadas (7-12 m / 13-18 m /19-24 m / 25 m ou +). As crianças precocemente identificadas tiveram um desenvolvimento da linguagem equivalente a 80% dos níveis de uma criança ouvinte, enquanto que as tardiamente identificadas tiveram um desenvolvimento ao redor de 60% (gráfico 2). Portanto, nesse estudo, os primeiros 6 meses se mostraram um período importante no desenvolvimento da linguagem e uma ótima oportunidade para iniciar uma intervenção adequada.

GRÁFICO 1

GRÁFICO 2

3. Quem testar? A recomendação tanto do JCIH quanto do CBPAI é de que a triagem auditiva neonatal deve ser universal, ou seja, todos os recém-nascidos devem ser submetidos à triagem até os 3 meses de idade. A utilização de indicadores de alto risco para perda auditiva em neonatos (tabela 1) é ainda importante atualmente e foi o único método de triagem utilizado durante anos associado à realização de acompanhamento audiológico até que limiares auditivos fidedignos fossem obtidos. Porém, usados exclusivamente, eles identificam apenas 40-50% das perdas auditivas congênitas. Assim, desde os anos 90, já se recomenda a utilização de métodos eletrofisiológicos para a detecção precoce de surdez. Em relação ainda aos indicadores de risco, existe ainda uma segunda categoria deles: aqueles desenvolvidos como resultado de certas condições ou intervenções médicas, que podem ser utilizados no período de 29 dias até 2 anos (tabela 2). Estes indicadores destacam a necessidade do acompanhamento audiológico e médico, uma vez que a aprovação na TAN não exclui a possibilidade da perda auditiva tardia ou progressiva. Assim, qualquer lactente que apresente estes indicadores e tenha resultado adequado na TAN deve, sem exceção, receber monitoramento audiológico a cada 6 meses, até completar 3 anos de vida.

TABELA 1

|Indicadores de risco para a fase neonatal |
|Admissão em UTI por mais de 48 horas; |
|História familiar de deficiência auditiva neurossensorial permanente na infância; |
|Infecção intra-uterina, como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, e herpes; |
|Anomalias crânio-faciais; |
|Sinais ou síndromes associadas à deficiência auditiva condutiva ou neurossensorial. |

Fonte: Joint Committe on Infant Hearing (JCIH)

TABELA 2

|Indicadores de risco para crianças de 29 dias a 2 anos |
|Preocupação/suspeita dos pais com relação ao desenvolvimento da fala, linguagem ou audição; |
|História familiar de perda auditiva permanente na infância; |
|Estigmas ou sinais de síndromes associadas a perdas auditivas condutivas e/ou neurossensoriais; |
|Infecções pós natais associadas a perda neurossensorial, incluindo meningite bacteriana; |
|Infecção intra-uterina, como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes; |
|Indicadores neonatais: hiperbilirrubinemia em níveis indicadores de exsanguineotransfusão, hipertensão pulmonar persistente associada|
|à ventilação mecânica; |
|Síndromes associadas com perda auditiva progressiva, como neurofibromatose, osteopetrose e síndrome de Usher; |
|Doenças neurodegenerativas, como síndrome de Hunter; |
|Traumatismo crânio-encefálico acompanhado de perda de consciência ou fratura de crânio; |
|Otite média de repetição/persistente, com efusão por pelo menos 3 (três) meses. |

Fonte: Joint Committe on Infant Hearing (JCIH)

4. Quais os métodos a serem empregados? Recomenda-se a utilização de métodos eletrofisiológicos em ambas as orelhas e considera-se um programa efetivo quando são avaliados no mínimo 95% do total de nascimentos. O índice de reprovação no exame não deve ultrapassar 4%. O índice de falso positivo não deve ultrapassar 3% (crianças normo-ouvintes que apresentam alteração na triagem auditiva). E o índice de falso negativo deve ser idealmente igual a zero (crianças com perda auditiva que não são identificadas na triagem). Na atualidade, dois métodos eletrofisiológicos demonstram boa sensibilidade para atingir este objetivo: o potencial auditivo de tronco encefálico (BERA) e as emissões otoacústicas evocadas (EOAE). Cada um desses métodos possui vantagens e desvantagens. Entretanto, superam a avaliação auditiva comportamental na detecção de perdas leves ou unilaterais. Os referidos métodos são rápidos, não invasivos e de fácil aplicação.

4.1 Emissões Otoacústicas (EOA): As EOA avaliam a integridade coclear, especificamente as células ciliadas externas, apesar de não quantificar a perda auditiva. As EOA são obtidas em resposta a estímulos acima de 1500 Hz e estão presentes em todas as orelhas com audição normal, deixando de ser observada quando os limiares auditivos estão acima de 20-30 dBNA (deciBel Nível de Audição). Somente aparece resposta quando se possui integridade auditiva até a cóclea, ou seja, sem alterações em todo percurso da orelha externa, média e interna. Os componentes que influenciam as medidas das EOA são a sonda, a orelha externa e média, a cóclea e suas estruturas finas. Estes elementos devem funcionar adequadamente para as EOA serem registradas. Uma obstrução do CAE ou efusão em ouvido médio podem causar uma reprovação no teste. Além disso, crianças com neuropatia auditiva ou doença da condução neural sem disfunção sensorial concomitante não podem ser detectadas. Durante o exame o ambiente deve estar silencioso e não há necessidade de sedação. A mais comum emissão otoacústica utilizada na triagem auditiva neonatal é a emissão transitória, embora o produto de distorção também possa ser usado. Os índices de falha podem variar de 5 a 20% quando a triagem é realizada nas primeiras 24 horas de vida, caindo para 3% quando realizado entre 24 e 48 horas de vida. Estudos mostram uma tendência na diminuição das respostas das EOAT em recém-nascidos com baixo peso ao nascimento, mais fortemente em prematuros.

4.2 BERA (Potencial Auditivo Evocado do Tronco Encefálico): O BERA avalia a integridade neural das vias auditivas até o tronco cerebral. Ele consiste em uma série de ondas que refletem a ativação do VIII par craniano e as estruturas ativas do tronco cerebral, até o colículo inferior. Está presente desde ao redor de 25 semanas de gestação e não é afetado pelo sono e sedação. Índices de falha inferiores a 4% são geralmente obtidos quando se utiliza o BERA. Normalmente, utiliza-se um estímulo tipo click, que é altamente correlacionado com a sensibilidade auditiva nas freqüências entre 1000 e 8000 Hz (média entre 3000 e 4000Hz). A alteração mais encontrada é o aumento da latência da onda V, que pode ser decorrente da incompleta mielinização do sistema nervoso central, da presença de secreção em ouvido médio e de alterações retrococleares. O processo de mielinização pode causar retardo da condução elétrica, pois o processamento da informação acústica só se equipara ao do adulto por volta dos dois anos e seis meses. O BERA tem a desvantagem de necessitar de sedação ou o paciente dormindo e de ser mais demorado para sua realização.

4.3 Considerações importantes: - O BERA e EOA testam a integridade estrutural das vias auditivas, mas não são testes auditivos verdadeiros. Mesmo se normais, a audição não pode ser definitivamente considerada normal até que a criança esteja crescida o suficiente para a realização de uma audiometria comportamental. - Mediante a impossibilidade da utilização dos métodos eletrofisiológicos citados acima, é possível a aplicação do protocolo dos indicadores de risco associado à observação do comportamento auditivo e pesquisa do reflexo cócleo-palpebral ressalvadas as devidas limitações desse procedimento (perdas leves ou unilaterais).

5. Protocolos de triagem Evidentemente a escolha do método de avaliação auditiva deverá apoiar-se na experiência do grupo com o mesmo, além da aplicação prática e possibilidade de utilização deste em grande número de crianças, com o menor custo. Protocolos de triagem com pacientes internados oferecem um ou mais exames, usando o mesmo ou outra tecnologia, se o recém-nascido for reprovado no exame de triagem inicial. Outros protocolos realizam uma retriagem do paciente que foi reprovado na triagem inicial em até 1 mês após a alta hospitalar. O GATANU (Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Universal – Brasil) propõe dois diferentes protocolos, dependendo se o neonato apresenta alto ou baixo risco para surdez, de acordo com os indicadores já citados na tabela 1.

Baixo Risco

Fonte: GATANU

Alto Risco

Fonte: GATANU

Um estudo comparando dois programas de TAN observou que a utilização de OEA associado a BERA nos pacientes reprovados antes da alta reduziu o número de pacientes enviados para posterior avaliação diagnóstica, reduzindo assim, o total de custos, quando comparado a programa utilizando OEA apenas, sendo repetido até duas vezes antes da alta hospitalar. Utilizando os mesmos fatores de risco propostos pelo JCIH, a Disciplina de Otorrinolaringologia, o Departamento de Pediatria, o Serviço de Fonoaudiologia do HCFMUSP e o Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da USP desenvolveram durante o ano de 2003 um programa de Triagem Auditiva Neonatal, bem como o acompanhamento clínico no Ambulatório de ORL do HCFMUSP a fim de traçar o perfil audiológico dos recém-nascidos no Berçário de alto risco do HCFMUSP. A triagem foi feita pela avaliação da presença das emissões otoacústicas produto de distorção (EOAPD). O critério de positividade das EOAPD era determinado automaticamente pela presença de EOA no mínimo em três freqüências. Associada a EOAPD foi realizada avaliação comportamental através da pesquisa do reflexo cócleo-palpebral (RCP), utilizando-se do agogô como instrumento sonoro.

Fonte: Pádua FGM, Marone S, Bento RF et al. Triagem Auditiva Neonatal: Um Desafio para sua Implantação. Arq Otorrinolaringol, São Paulo, v.9, n.3, p. 190-194, 2005.

No período de março a novembro de 2003, houve 1840 RN internados no Berçário anexo à Maternidade do HCFMUSP. Destes, 1127 (61,2%) foram submetidos à Triagem Auditiva Neonatal (TAN) neste mesmo período (9 meses). A triagem auditiva foi adequada em 1020 RN (90,5%). No total, 166 RN (14,7%) apresentavam indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA), sendo encaminhados ao ambulatório da Otorrinolaringologia para acompanhamento do desenvolvimento da audição, enquanto 36 RN (3,2%) foram encaminhados para o ambulatório com intuito diagnóstico. O diagnóstico de disacusia neurossensorial profunda e bilateral foi realizado em um único caso, na mesma incidência encontrada na literatura. O IRDA mais encontrado foi a infecção congênita.

6. Confirmação da perda auditiva e intervenção Quando uma perda auditiva é identificada, serviços de diagnóstico e intervenção precoce devem ser disponibilizados. Um programa é considerado efetivo quando no mínimo 95% das crianças que falharam na triagem auditiva inicial recebem acompanhamento. O processo de confirmação diagnóstica da surdez deve estar completo até 45 dias após o seu encaminhamento. A avaliação e o atendimento de uma criança com perda auditiva devem ser realizados por uma equipe multidisciplinar (pediatra, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, especialista em língua de sinais, educadores, serviço de aconselhamento de pais e outros de acordo com a necessidade da criança e da família) em associação com o apoio da família.

1. Confirmação da perda auditiva As crianças reprovadas no exame de triagem deverão receber acompanhamento audiológico e médico antes dos 3 meses de idade, para confirmar a presença de perda auditiva e determinar o tipo, opções para o tratamento e a etiologia da perda auditiva.

6.1.1 Avaliação audiológica Uma bateria de testes é utilizada para confirmar a perda auditiva e incluem medidas eletrofisiológicas e avaliação comportamental. Tem o objetivo de avaliar a integridade do sistema auditivo, estimar a sensibilidade auditiva e identificar opções de intervenção. Para crianças até os 6 meses de idade: história familiar e pessoal e uma medida eletrofisiológica como o BERA. A avaliação dessas crianças deve incluir OEAs, medida da função do ouvido médio, observação da resposta comportamental a estímulos sonoros.

Para crianças de 6 a 36 meses de idade: história pessoal e familiar, audiometria comportamental, OEAs, imitanciometria, medidas de detecção e reconhecimento da fala. Testes eletrofisiológicos, como o BERA, devem ser realizados pelo menos durante a avaliação inicial para confirmar o tipo e grau da perda auditiva.

6.1.2 Avaliação médica O objetivo dessa avaliação é determinar a etiologia da perda auditiva, identificar condições físicas relacionadas e obter recomendações para o tratamento. Componentes essenciais na avaliação médica incluem história clínica e familiar, exame físico, laboratoriais e radiológicos. Quando indicado e a família consentir, pode-se encaminhá-los para um geneticista para análise cromossômica e avaliação de síndromes específicas relacionadas com perda auditiva.

6.2 Intervenção precoce Idealmente, o programa de intervenção precoce deve ser iniciado antes dos 6 meses de vida. Foi visto que progresso no desenvolvimento é maior quando a intervenção é realizada precocemente e continua ao longo do tempo. Além disso, há um maior benefício quando a criança juntamente com a família está envolvida ativamente no tratamento. A maioria das crianças com perda auditiva bilateral se beneficia com a utilização de aparelhos de amplificação sonora. Outras formas de tratamento variam desde remoção de cerume e tratamento da otite média serosa até cirurgias reconstrutivas para mal formações do ouvido externo e médio e implantes cocleares. O implante coclear pode ser uma opção para algumas crianças com mais de 1 ano com perda auditiva neurossensorial profunda que mostraram benefício limitado com amplificações convencionais. Um outro aspecto importante é o suporte para a família no desenvolvimento da comunicação dessas crianças, incluindo elementos da linguagem oral e de sinais. O programa de intervenção precoce para crianças surdas e suas famílias devem incluir: • Suporte familiar e informação: sobre a perda auditiva e os tipos de comunicação e intervenção educacional disponíveis. • Implementação de ambientes que estimulem a aprendizagem e serviços planejados de acordo com a preferência familiar. Tais serviços devem ser centrados na família e de acordo com as necessidades da criança, da família e de sua cultura. • Atividades de intervenção precoce que promovam o desenvolvimento em todas as áreas, com especial atenção à aquisição de linguagem e habilidades de comunicação.

• Serviços de acompanhamento que realizem o monitoramento do status médico-clínico, audiológico, necessidades de amplificação e desenvolvimento das habilidades de comunicação. • Planejamento integrado da equipe multidisciplinar e da administração dos recursos alocados de acordo com os objetivos. • Uso de dispositivos adequados às perdas para melhorar a capacidade auditiva (AASI ou implante coclear).

7. Resumindo... Alguns princípios apontados pelo JCIH – 2000 sobre Triagem Auditiva: • Todas as crianças devem ter acesso à triagem auditiva, usando uma medida eletrofisiológica. RN que recebem atendimento de rotina deverão ter acesso ao exame de triagem durante sua internação hospitalar; os demais com atendimentos alternativos, incluindo os de partos domiciliares, deverão ter acesso ou serem referidos à triagem antes de 1 mês de idade. Todos os RN que necessitarem de UTI serão triados antes da alta hospitalar. Isto é Triagem Universal. • Todas as crianças que não passarem no teste inicial ou nos subseqüentes deverão iniciar avaliação médica e audiológica apropriadas, para confirmar a presença de perda auditiva antes dos 3 meses. • Todas as crianças com perda auditiva confirmada e permanente deverão receber atendimento antes dos 6 meses de vida em programas de intervenção interdisciplinar, que reconhece e valoriza escolha informada, tradições e crenças culturais da família. • Todas as crianças que passarem no teste de triagem, mas tiverem indicadores de risco para outras doenças auditivas ou atraso na fala ou linguagem, seguirão com atendimento clínico e audiológico e monitoramento do desenvolvimento da comunicação a cada 3 meses por 3 anos até que se detecte possível perda progressiva ou tardia. • Os direitos das crianças e familiares devem ser respeitados através da escolha informada e consentimento.

8. TAN no Brasil Nos últimos anos têm sido elaboradas leis versando sobre a obrigatoriedade da Triagem Auditiva Neonatal (TAN) em municípios, estados e também a nível federal. Desde 1997 está em tramitação o Projeto de Lei número 03842 que deverá tornar a TAN obrigatória em todo o país. Em setembro de 2004 o projeto foi enviado para o senado. As leis existentes em 13 municípios têm abrangência diversa. Muitas cidades brasileiras não dispõem ainda da triagem auditiva, mas veja como os programas brasileiros cresceram nos últimos anos (gráfico 3).

GRÁFICO 3
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Fonte: GATANU

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Ana Carolina Duarte Martins Costa - R1 ORL/FMUSP
2007[pic]
----------------------- Fonte: Yoshinaga-Itano C, Sedey AL, Coulter DK, Mehl AL. Language of Early and Later-identified Children With Hearing Loss. Pediatrics 1998; 102(5):1161-1171.

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Fonte: Yoshinaga-Itano C, Sedey AL, Coulter DK, Mehl AL. Language of Early and Later-identified Children With Hearing Loss. Pediatrics 1998; 102(5):1161-1171.

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The Logic of “Neonatal Mortality from Respiratory Distress Syndrome: Lessons for Low-Resource Countries”.

...The logic of “Neonatal Mortality From Respiratory Distress Syndrome: Lessons for Low-Resource Countries”. 1. The main purpose of this article is to understand the interventions that have decreased the rates of RDS-specific mortality in high-income countries over the past 60 years and how to use these interventions to improve survival rates for newborns with RDS in low- resource countries. 2. The key question that the author is addressing is How the current highly successful technologies available for the treatment of RDS could be used most efficiently to save the newborn lives in low resource settings? 3. The most important information in this article is The most important information in this article is the comparison of the neonatal mortality rate related to RDS in the high resource country like United States and the low-resource country like India. The study has done in 100 premature infants born >1500 g and does not need any specialized neonatal care. With the use oxygen alone as a basic treatment for RDS, 25 of the infants could be salvaged. Of the remaining 75, CPAP plus oxygen would be sufficient to treat 45 of them. An additional 15 of them might be saved with the additional use of surfactant. 10 infants could be saved with prolonged mechanical ventilation. With all these therapies ~95% of premature neonates who are >1500 g with RDS could be saved in the United States. In contrast In India the mortality rate is still 57%-......

Words: 860 - Pages: 4

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Testes

...Vários problemas existentes precipitou a criação do sistema de triagem implementada por Kathryn Angell em um esforço para oferecer melhor assistência médica. O principal problema foi a falta de coordenação na prestação de serviços. Esta falta de coordenação causou tempos de espera excessivos da ordem de qualquer lugar 23-40 minutos para ver uma enfermeira, de 40 a 50 minutos para ver um médico, e contanto que 55 minutos para obter uma receita cheia. A prática de todos os enfermeiros estarem envolvidos inicialmente em ver todos os pacientes causou a duplicação de esforços, incluindo perguntas e exames repetidos, e resultou em gargalos processuais. Além disso, havia níveis inconsistentes de serviço e extrema variação em tratamento por causa da experiência e habilidade diferentes níveis dos enfermeiros. No geral, o ponto de vista dos pacientes era de que a clínica era ineficiente e impessoal. O sistema de triagem foi apresentado em Setembro de 1979 para superar estes problemas. Uma das mudanças imediatas foi estabelecer um sistema de avaliação e encaminhamento preliminar que dedica dois coordenadores de triagem, que são altamente experientes enfermeiros, para avaliar os pacientes e atribuí-los para a próxima etapa adequada no processo de tratamento. Infelizmente, este processo não resultam em maior eficiência processual. O tempo de espera para um paciente ver um coordenador de triagem foi cerca de 20 minutos, com uma espera adicional 38 minutos para ver a enfermeira ou médico....

Words: 343 - Pages: 2

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Capital Humano

...recepcionistas e dois coordenadores de triagem. Os médicos trabalhavam 40 horas por semana, 46 semanas por ano. Das 40 horas, aproximadamente 12 eram feitas na Clínica de Pronto Atendimento, 16 no atendimento de pacientes agendados no consultório do médico, 5 em trabalho na enfermaria do UHS, e 7 em tarefas administrativas e outras. Enfermeiras e enfermeiras clínicas certificadas trabalhavam oito horas, incluindo uma hora para almoço. Enfermeiras clínicas certificadas compunham o pronto-socorro da UHS à noite e aos finais de semana; elas também realizavam uma variedade de tarefas semi-administrativas, tais como receber resultados de testes por telefone. CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL O University Health Services proporcionava cuidados médicos para estudantes, funcionários, professores da Harvard University e seus dependentes que optavam planos de saúde que incluíam os serviços da UHS. Contava com uma Emergência 24 horas, enfermaria, quatro clinicas, serviços de tratamento mental, instalações de laboratório e raio-x, e uma variedade de outros serviços especializados. Pacientes viam a Clínica de Pronto Atendimento como fria, ineficiente, e impessoal. Membros do corpo administrativo e do corpo médico da UHS também achavam que a clínica poderia funcionar melhor, ou seja, insatisfação com a Clínica de Pronto Atendimento era geral. Para tentar superar alguns problemas Angell implementou um novo sistema atendimento, que incluía uma triagem diferente, pois seu objetivo não......

Words: 1461 - Pages: 6

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Vacunación

...antirrábica. 4. ¿Qué acciones debe realizar el personal de salud al recién nacido? ➢ Identifique signos de alarma ➢ Verifique condiciones del parto ➢ Efectúe exploración física completa ➢ Detecte defectos al nacimiento ➢ Revise el cordón umbilical ➢ Realice el tamiz neonatal ➢ Aplique vitamina K y profilaxis oftálmica ➢ Aplique vacuna BCG ➢ Brinde capacitación sobre alimentación al seno materno y estimulación temprana ➢ Entregue y actualice la Cartilla Nacional de Vacunación 5. ¿Cuáles son los signos de alarma del recién nacido? Cambios en la temperatura y coloración del cuerpo del bebé Cambios en la respiración y en los latidos del corazón Que este adormilado Si deja de comer Flacidez (cuando el niño esta flojito) 6. ¿A que se refiere condiciones del parto? A las condiciones en las que el bebé nació, por ejemplo el lugar, quién le atendió y si hubo o no complicaciones. 7. ¿Cuáles son los defectos al nacimiento? Durante la exploración del recién nacido, desde la cabeza hasta los pies, el personal de salud identificará malformaciones como por ejemplo labio leporino, anormalidades en la columna, cadera, etc. 8. Qué es el tamiz neonatal Es una prueba en sangre que se practica a todos los recién nacidos para identificar problemas como el hipotiroidismo congénito que puede causar retraso mental y es gratuita. 9. ¿Qué acciones debe realizar el personal de salud en las niñas y niños menores de 5 años? ......

Words: 3041 - Pages: 13

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Neontal Abstinence Syndrome in the Neonatal Intensive Care Unit

...Neonatal Abstinence Syndrome in the Neonatal Intensive Care Unit Neonatal Abstinence Syndrome (NAS) is the withdrawing process that occurs in the postnatal life of newborns after being born to drug addicted mothers. Heroin, codeine, oxycodone, methadone and buprenorphine are opiates and narcotics that are commonly abused throughout pregnancy. Symptoms that an infant may exhibit within the first 24-72 hours of life are: hyperirritability, excessive sucking, inconsolable crying, sweating, diarrhea, sneezing (3-4 times within 30 minutes), tremors/seizures, poor feeding/regurgitation and mottling of the skin. The Association of Women’s Health, Obstetric and Neonatal Nurses, (AWOHNN), convene on an annual basis nationally and provide monthly webinars on various topics. The organization is subcategorized into multiple chapters within each of the 50 states, in which Pennsylvania has six divisions. “Care of Newborns Prenatally Exposed to Opiates” has been a webinar within the last year based on AWOHNN’s webinar calendar. I chose this committee based on their mission statement of improving and promoting the health of women and infants to support the nursing profession through research and education. The name of the journal published by AWOHNN is the Journal of Obstetric, Gynecologic and Neonatal Nursing (JOGNN). My research was done through CINAHL under Drexel’s library resource and by using the keywords of “neonatal abstinence......

Words: 812 - Pages: 4

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Plan a

...After I graduate this May I pan on taking summer classes at Columbus state, while working so I can save/ earn money for college. I am committed to play soccer at the university of charleston next August. My plan as of now is to go to UC to study to be a neonatal nurse practitioner. As a senior, I took four classes at Marion Tech this year and earned 12 credit hours. This summer I plan on taking 6 prerequisites at Columbus state, so once I get to Charleston, I get into the nursing program as a freshman. I was born a month early. When I came out of my mothers stomach I weighed 3 lbs 5 ounces, I was took straight to intensive care, where they were not sure if i was going to make it.. barely breathing. If it wasnt for the neonatal nurses and doctors, I most likely would not be here today. I just feel the need to give back and help save newborn babies lives and take care of them. Neonatal nursing allows you to make a difference in the lives of infants and their families which is my goal. Many neonatal nurses continue to hear from families and infants they have cared for throughout their lives. Neonatal nurses are the voice for the smallest and sickest of patients that have no voice. Ive been told multiple times that the neonatal nursing field is a very competitive field to get in to. I'm always given the same “not going to happen” look followed by, “well, everyone wants to work with the babies.” I smile and agree with them but inside it just makes me want to work even harder......

Words: 637 - Pages: 3

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Neonatal Abstinance Syndrome

...Research Critique of a Quantitative Study The purpose of this research critique is to inform the reader of a randomized clinical study regarding the treatment of Neonatal Abstinence Syndrome (NAS). This writer is interested in the treatment of drug exposed infants and the goals of reducing babies’ hospitalization in the Neonatal Intensive Care Unit (NICU). The study researches the adjunct therapy for treatment of NAS. The study will be broken down into the following units: protection of human participants, type of data collection utilized in the study, data management and analysis, findings and interpretation of these findings and finally the conclusion of the study and its findings. Protection of Human Participants This study’s goal is to differentiate the efficacy of clonidine versus phenobarbital in adjunct therapy with morphine sulfate in the treatment of NAS. One of the benefits of this study is the importance of standardization of a weaning protocol. The weaning protocol did not change from day to day and provider to provider as can be the case outside of the study. Another benefit is the predefined measures for each study group that were considered adverse events. These measures worked as a safety net to ensure the study was done safely and not causing harm to the babies. One noted concern/risk noted by the author was the potential for prolonged exposure to phenobarbital on a baby’s developing brain. The concern is the phenobarbital may cause behavioral compromises...

Words: 1043 - Pages: 5

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Neonatal Abstinence Syndrome Causes

...neonatal abstinence syndrome causes An infant of a substance-abusing mother (ISAM) is an individual whose mother has taken a substance that may potentially instigate neonatal withdrawal symptoms (1). Prenatal exposure to legal and illegal psychoactive substances can generate physiological and/or neurobehavioral difficulties in the newborn that can initiate complications with feeding, sleeping, movement, and in general poor neonatal adaption process (2). Neonatal Abstinence Syndrome (NAS) refers to the collection clinical signs correlated with opioid withdrawal that usually manifests as neurological excitability, gastrointestinal dysfunction, and autonomic over reactivity (3). Throughout the past decade, there has been rising public health, medical, and political devotion disbursed to the parallel growth in two developments: an escalation in the prevalence of prescription opioid abuse and an escalation in the incidence of NAS. The diagnosis of NAS has increased from 1.20 births 1,000 hospitals births in 2009 to 3.39 births per 1,000 hospitals births in 2009. To put this this number into context, this means 1 infant born every hour the United states had signs of drug withdrawal. Furthermore, maternal substance abuse has increased over the past decade. About 5-10 percent of deliveries nationwide are to women abused substances during pregnancy. The incidence is even higher in inner cities. The two trends are likely intertwined, but many questions remain about the nature......

Words: 915 - Pages: 4

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Imposto Sobre O Valor Acrescentado

...processamento, manufactura ou fusão de metais ferrosos e não ferrosos e suas ligas. b) Transmissões de produtos ferrosos e não ferrosos semitransformados e prestações de certos serviços de transformação associados. c) Transmissões de resíduos e outros materiais recicláveis constituídos por metais ferrosos e não ferrosos, suas ligas, escórias, cinzas, escamas e resíduos industriais que contenham metais ou as suas ligas, bem como prestações de serviços que consistam na triagem, corte, fragmentação ou prensagem desses produtos. d) Transmissões, assim como prestações de certos serviços de transformação conexos, de resíduos ferrosos e não ferrosos, bem como de aparas, sucata, resíduos e materiais usados e recicláveis que consistam em pó de vidro, vidro, papel, cartão, trapos, ossos, couro, couro artificial, pergaminho, peles em bruto, tendões e nervos, cordéis, cordas, cabos, borracha e plástico. e) Transmissões dos materiais referidos no presente anexo após transformação sob a forma de limpeza, polimento, triagem, corte, fragmentação, prensagem ou fundição em lingotes. f) Transmissões de sucata e resíduos resultantes da transformação de materiais de base. Conclusão Com este trabalho consegui simplicar e entender melhor este regime, visto que o código do imposto sobre o valor acrescentado consegue ser um pouco confuso. Podemos concluir que o regime de isenção é algo que qualquer gestor de uma organização tem de saber, visto que corre o risco de colocar a sua......

Words: 1661 - Pages: 7

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Lenguaje de Señas

...implica que dependiendo del grado o severidad de la deficiencia auditiva se emplearan o elaboran programas de intervención que permita garantizar un desarrollo evolutivo normal de los niñ@s. 1.      La sordera Perspectiva Socio-Antropológica 1.1.   La comunicación En un sentido amplio podemos definir la comunicación humana como “cualquier acto por el cual una persona da o recibe de otra información acerca de las necesidades personales, deseos, percepciones, conocimientos o estados efectivos. La comunicación puede ser intencional o no intencional, puede o no involucrar signos convencionales o no convencionales, puede tener formas lingüísticas o no lingüísticas y puede ocurrir a través del habla o de otras formas”¹. De esta manera no se hace difícil afirmar que el hombre contemporáneo vive en una permanente actividad comunicativa. Desde que amanece un individuo recibe información acerca del estado del tiempo por la nubosidad o el brillo del sol. En la calle se recibe múltiples informaciones a través de las señales de tránsito, las caras de los transeúntes, sus vestimentas, su comportamiento al ingreso al transporte público, etc. Igualmente ese individuo transmite a otros, mensajes consiente o inconscientemente a través de sus movimientos, miradas, ademanes, formas de vestir... Estas formas de comunicar y de recibir información también pueden ser percibidas e interpretadas por las personas que tienen una eficiencia auditiva, lo que significa que estas personas no tienen un......

Words: 4414 - Pages: 18

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Ups Case Study

...tempo de trânsito é melhor umas vez que as encomendas passam pelos sistemas da Ups a uma grande velocidade, não sendo necessário serem verificadas e validadas por um ou vários operadores. Acesso a serviços importantes tais como localização e monitorização da encomenda . Ilustração 1- Exemplo etiqueta 2ª Descreve os passos que um pacote leva desde a recolha do motorista da Ups ate á entrega incluindo o papel do DIAD do data center da Ups e do centro pacotes da UPS ? O Processo inicia-se com a recolha da encomenda pelo operador da Ups, após isso é etiquetado nos serviços da Ups por forma a criar um histórico e todas a informações da encomenda, feito isto a mesma é deslocada para a central local da Ups, onde ai é feita uma triagem , e separadas a encomendas por distancias, onde podem ser expedidas por via aérea ou terrestre . Quando chegam ao centro de chegada (distribuição ) as encomendas são encaminhadas para os seus locais de destino .É aqui que as etiquetas tem um função importante, conseguindo assim um distribuiçao rapida e eficaz, necessitando so do factor humando para carga e descarga. É criada uma rota e as encomendas são arrumadas de acordo com essa rota , o motorista tem toda a informação que necessita no DIAD. Quando a encomenda chega ao destino é feito um scan a etiqueta o cliente assina electronicamente no DIAD a encomenda é entregue e neste momento esta terminado o processo. Ilustração 2- DIAD 3ªQual o papel das comunicações......

Words: 624 - Pages: 3